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Fanfiction


Surpresa no Natal - parte 1

    

     " 18 de dezembro. Eu sou Liz Parker. Toda a cidade parece estar no clima do natal. As pessoas encontram suas almas gêmeas, trocam presentes, desfrutam de um dia repleto de alegrias. O natal aproxima as pessoas, une as pessoas de forma tão divertida, atrai as pessoas. O natal faz com que esqueçamos nossos problemas e por um dia apenas conviva-mos em paz com aqueles que amamos."

      CrashDown Café.
       20:41.

     - Maria poderia atender a mesa dois por favor?
     Liz estava totalmente perdida, entre as mesas, as pessoas a estavam deixando tonta, a lanchonete estava lotada, pessoas entravam e saiam, pedindo comida rápida. Talvez por ocasião das festas de fim de ano as pessoas pareçam um tanto impacientes.
      - Claro! Se não fosse "Maria para cá, Maria pra lá", não sei o que seria disso aqui nas horas de sufoco. – Reclamou, um pouco mas logo foi atender os pedidos.
     Liz deu um sorriso forçado para a amiga, que também não sabia pra que lado correr. A lanchonete sempre ficava cheia, mas era costumeiro começar a diminuir o ritmo a essa hora. Um senhor de meia idade com aparência cansada e desagradável, sentado no balcão reclamava o atraso do lanche.
     - Será que alguém pode andar rápido com meu pedido? Não tenho a noite toda.
     Uma das garçonetes olhou pra Liz como quem dizia " Vai lá". Trazendo o pedido do homem, com o costumeiro sorriso nos lábios, Liz se aproximou.
     - Desculpe a demora, – principiou – mas é que isso está uma loucura hoje, estamos com poucas...
     - Tá, sei. – cortou o homem, ignorando suas desculpas e devorando o "Cachorro Quente", sem dar importância se a garçonete havia acabado de falar ou não.
     Maria aproximou-se de Liz fazendo um comentário sobre a falta de modos do homem. Ela no entanto não tinha dado muita importância. Quando se voltou para a porta da Crash, avistou Isabelle Evans entrando. Que sentou-se no balcão com alguns livros esperando ser atendida. Liz se aproximou tirando o bloco de pedidos e a estranha caneta de dentro do bolço do avental prateado. Sabia que Maria não iria querer atende-la, ainda sentia um pouco de medo ou algo parecido com relação aos "tchecoslovacos". E afinal de contas era uma boa forma de se aproximar e tentar conversar com Isabelle.
     - Oi. – sorriu simpaticamente – Quer beber alguma coisa? "Batida Marciana", "Sangue Alienígena", ou talvez "Cérebro de Will Smith" ?
     - Quero só um milkShake de morango. – respondeu secamente.
     Liz trouxe o milkshake e um vidro novo de "Tabasco". Isabelle agradeceu e voltou-se para o que estava fazendo. Ela parecia não gostar muito de Liz, mas não era realmente isso que sentia. Ela só tinha medo que Liz roubasse Max dela. A única pessoa além de Michael em quem ela confiava. Sabendo disso Liz tentava se aproximar de forma mais amena.
     - Isabelle eu não tô tentando roubar o Max de você.
     - Eu sei que não. – respondeu sem tirar os olhos do livro.
     - Não vejo razão para não nos entendermos.
     - Talvez tenha razão. Mas não vou ficar sentada vendo ele abandonar a mim e ao Michael por sua causa, Liz. – parecia preocupada, realmente acreditava que podia perde-lo.
     - Ninguém tá abandonado ninguém Isabelle.
    Isabelle ficou calada por uns minutos dando uma olhada rápida no lugar cheio. Pensando numa forma de afastar-se de Liz.
     - Acho que tem coisa de mais pra fazer aqui, além de jogar conversa fora, não acha?
     Liz afastou-se dela. Tentava uma trégua mas Isabelle parecia extremamente indisposta a colaborar.

     Mais tarde a lanchonete estava com menos movimento e Maria pôde sentar-se por um momento. Alex entrou na Crash e ao ver Maria lançou-lhe um sorriso. Quando se aproximou pra cumprimenta-la encontrou Isabelle, por quem ele a muito tempo tinha um grande carinho e tentava de todas as formas se aproximar. Mas Isabelle era muito fechada e as vezes até seca. Já havia deixado claro que não queria se envolver, que não se sentia pronta pra um relacionamento, mas que concordava em ser amiga de Alex, desde que ele não a "sufocasse" tanto.
     Ele deu um rápido aceno de cabeça pra Maria e dirigiu-se para perto de Isabelle.
     - Isabelle Evans, Oi! – sorria tentando convence-la que tinha a encontrado ali por sorte do destino.
     - Oi Alex!
     - O que está fazendo aqui sozinha? Nenhuma coisa estranha espero, quer disser nada de outro planeta. Nada alienígena e assustador.
     - Alex! – advertiu Isabelle fazendo um sinal para ele se calar. – Já disse pra não falar disso em público.
     - Desculpe. – respondeu terrivelmente arrependido da brincadeira. – Não pretendia falar tão alto.
     - Mas falou, Alex já conversamos sobre isso. Não pode enfrentar isso como se fosse uma coisa sem importância, como se ninguém se importasse com o que somos e o que falamos ou fazemos
     - Calma Isabelle. Foi uma brincadeira boba. Ninguém faz idéia de que vocês são.
     - Não sabemos, Alex.
     Alex ficou calado esperando a poeira abaixar. Meio sem graça pediu a Liz um refrigerante. Indo falar com Maria.      
     - Dia ruim no reino encantado, Alex? – perguntou zombando da bronca do amigo.
     - E como!
     - Eles são assim mesmo, um dia fazem promessas de amor, e no outro ignoram você como se nunca o tivesse visto em toda a vida.
     - Não precisa exagerar, Maria. – Liz entrega um copo de refrigerante para Alex que se apressa em tomar.
     - Falando nos "tchecoslovacos" onde está o tal do Max Evans?
     - É Liz! não o vi o dia todo. Será que encontrou o caminho de casa. – Brincou Maria apontando seu dedo indicador para cima.
      Liz deu um sorriso e respondeu que não sabia do Max, que não o via desde o dia anterior também. Mas que devia estar trabalhando ou ocupado com alguma coisa. Tentando parecer que não dava muita importância. Mas na verdade estava pensando no porque ele não tinha ido até a Crash para vê-la.
      A lanchonete estava finalmente fechando, todos incluindo Maria já haviam ido embora, Liz estava apagando as luzes e preparando-se para subir. Olhou no relógio que já marcava dez e quarenta e cinco. Aproximou-se da porta e viu que as luzes do Ufo Center do outro lado da rua, já estavam apagadas. Trancou as portas da frente e subiu pra sua casa.
      Entrando em casa acendeu a luz e passou os trincos na porta. Seu pai havia viajado para resolver uns problemas familiares, e sua mãe já estava na cama. Apesar de não estar muito cansada tomou um longo banho e deitou-se esperando o sono chegar.

    
   UFO CENTER
   Dia seguinte

    
     Max estava organizando algumas caixas, procurando os "alien de natal" para enfeitar o museu para a comemorações de fim de ano.
     - Odeio festas de fim de ano – queixava-se Milton – as pessoas não procuram ver os mistérios que rodeiam essa cidade, elas só querem saber de presentes, velhas árvores mortas, enfeitadas com "pisca-piscas". Doces gordurosos, e nada sobre a verdade que está lá fora.
    Max deu um sorriso.
     - Acho que é o isso que as pessoas esperam do Natal – deu de ombros – um dia calmo para desfrutar com a família.

     - Você é muito jovem ainda Evans, quando chegar a minha idade, vai ver que o Natal é só um estado de espirito e que as vezes não passa de um dia a mais no ano.
     Liz entra na UFO CENTER, voltando a atenção de Max inteiramente pra ela. Milton quando nota que Max não mais ouve nada do que ele diz. Se afasta dando um tapinha no braço de Max.
     - Vá, sabemos que ela não veio aqui para ouvir sobre a teoria dos Ovnis.
     Max olhou pra ele sem graça. Largando a caixa que segurava sobre uma mesa vazia. Enquanto Liz se aproximava dele.
     - Oi, Max! – sorriu mantendo seu olhar firme com o dele.
     - Liz! O que está fazendo aqui? – tentava parecer um pouco indiferente com a presença dela, mas era impossível. Seus olhos e seu sorriso entregavam seus verdadeiros pensamentos.
     - Você não apareceu ontem na CrashDown.
     - Ah é verdade. Tive que ir até o escritório com meu pai. Ele pediu minha ajuda. Sinto muito.
     Liz ficou um pouco sem graça, havia ido até lá sem nenhum pretexto e sentia-se uma boba.
     Sem que percebessem Michael entrou no Ufo e se aproximou deles.
     - Michael!?? – Liz afastou-se assustada. – Eu vim aqui pra ver o Max e...
     - Tchau Liz! – despediu-se sarcástico.
     - Bem...eu só vim dizer "oi". Tenho que ir, vou substituir uma das garçonetes hoje. Tchau Max.
     - Tchau Liz! – ficou observando-a se afastar dele e sair do museu. Ele queria poder ser mais que um amigo...mas eles eram diferentes tinha medo de causar a ela algum mal –Você disse que não ia ser tão grosso com ela Michael.
     - Disse? Não me lembro disso. Temos coisas mais importantes pra nos preocuparmos Max, além dessa vida patética que fingimos levar.
     - Não finjo levar uma vida patética Michael. Gosto de minha vida aqui. Roswell é o meu lar.
     - É claro que é, você tem uma família legal. Mas e eu? Minha vida não é fácil como a sua.
     - Michael, se pelo menos você tentasse se adaptar a esse realidade.
     - Adaptar-me? Está brincando Max? – seu tom sarcástico fora substituído por sua arrogância.— Aqui não é nossa casa, Max. Nunca foi, nunca vai ser. Não preciso me adaptar, sabe por que? Porque eles sabem que estamos aqui e eles virão nos buscar e vão nos levar pra casa. Eu sei disso.
     - E se não houver "casa", Michael. Já pensou um minuto que isso pode ser só um sonho?
     - Não seja tolo Max. É claro que existe nossa casa.
     - Aonde Michael? Pense! Aonde é nossa casa senão aqui?
     - Não sei...mas estou certo de que existe Max. E tem mais...tem o Nasedo. Ele pode ser nosso pai.
     - Ele não é nosso pai, Michael, e nem sabemos se ainda está vivo. Ele é um assassino, ele matou pessoas inocentes. – Max estava totalmente irritado, fora de si.
     - Está errado, Max. Ele está vivo eu sei. E sei também que ele nos ajudará a voltar pra casa.
     - Como pode ter certeza, Michael? – indagou Max.
     - Eu sei. – afastou-se dele, preferia ir embora do que discutir com o amigo, mas as vezes Max parecia não se importar em voltar para casa.

  Delegacia de Policia
  Sala do Xerife

     Kyle estava sentado na cadeira esperando que seu pai tivesse um minuto para falar com ele. Levantou-se olhou alguns dos quadros pendurados na parede do pequeno escritório.
     - Filho. – Valent entrou na sala pendurando seu chapéu de cawboy num cabideiro ao lado da porta.
     - Estou sentado aqui te esperando a quase uma hora. – advertiu visivelmente irritado.
     - Sinto muito filho. Tive que resolver uns assuntos importantes. – sentou-se na cadeira colocando os pés sob a mesa.
     - Mais importante do que seu filho? – questionou-o sarcasticamente.
     - Não use esse tom de voz comigo, rapaz.
     - É que estou cansado de Ter que esperar pra ter um minuto com meu pai.
     - Bem...já esperou, diga logo o que tem a dizer...tenho que sair aqui a 10 minutos.
     - Como é? Íamos sair hoje, você e eu, tá lembrado? Você prometeu que iríamos comprar um pinheiro pro natal. Fazemos isso juntos todos os anos desde que a mamãe foi embora.
     O xerife escutou tudo com uma expressão arrependida.
     - Sinto muito Kyle, me esqueci completamente. Teremos que deixar isso pra outro dia. Tenho que ir até Las Cruces ainda hoje.
    - Las Cruces? Pra que?
    - Isso não é da as conta, filho.
    - Como assim? Isso tem haver com aquele tal de Evans não tem? – ele estava furioso.
    - Não Kyle. Não tem nada a ver com o Evans.
    - Então o que é agora? Outra coisa? Outra coisa mais importante do que ficar meia hora com seu filho. – Levantou bruscamente ignorando os chamados do seu pai. Batendo a porta a suas costas.
    - Kyle! Kyle!
     O xerife demostrou ficar chateado por ter de deixar o filho só, mas em poucos minutos estava se preparando para pegar o Jipe e ir até Las Cruces.

   CrashDown Café

     Liz e Maria estavam sozinhas na lanchonete que não seria aberta hoje. Estavam totalmente perdidas tentando colocar as luzes de natal. A enorme quantidade de "luzes pisca-pisca" estava começando a irritar Maria. Liz se divertia com a implicância da amiga.
     - Calma Maria. – ria divertidamente. – Não é tão chato assim.
     - Essas luzes piscando espalhadas por toda a parte estão me deixando nevosa. – Olhou para a porta da lanchonete era um dos poucos lugares que já estava com ao enfeites. – Olha só quem chegou pra proporcionar um pouco de calma. – pensou Maria. – Liz sabe de uma coisa...eu vou pra casa tá meio tarde. A gente se vê amanhã cedo, tchauzinho.
      Max entrou silenciosamente na lanchonete. Olhando a confusão que as duas estavam fazendo. O som estava ligado a música que tocava era " Troubled Time" do Fountains of Wayne. Viu Liz com a luminária em volta do pescoço tirando alguns nós que se formaram entre os fios. Max a observava parado em frente a porta. Com sua calça jeans e sua blusa azul, como o seu cabelo era bonito, e seu perfume deixava o ar tão leve pra ele. Quando ele voltou a si. Deu alguns passos em direção dela sorrindo.
     - Oi Liz!
     - Max! – retribuiu o sorriso.
     - Estão fazendo uma bagunça e tanto aqui. – brincou.
     - Não faz idéia. – ela deu um riso doce, brincando com ele também.
     - Deixa que eu ajudo. – Max tirou o casaco jogando-o sobre uma mesa. Apanhan- do algumas luminárias na caixa. Subiu em uma escada velha de metal não muito alta, para prende-la na parede.
     Liz ficou observando por algum tempo. Viajando em seus pensamentos.
     " Tenho passado muito tempo imaginando como deve ser cruel o mundo para o Max, Michael e Isabelle, que deixei de ver o que realmente é especial pra mim. Como quando uma coisa inesperada acontece, podendo ser incrivelmente divertido. Quando podemos aproveitar os detalhes que nos passam despercebidos, quando a simples presença da pessoa que você gosta, pode tornar seu dia mais valioso. E cada minuto que você passa com essa pessoa especial tem que ser bem aproveitado. E não importa se são simples momentos, eles existem. E o fato de eles acontecerem nos faz pensar como é bom poder vive-los."
     - Hei! Vou precisar de sua ajuda aqui. – Olhou para ela com uma sorriso divertido. Estendendo-lhe a mão para ajuda-la a subir na escada.
     - Claro. Subiu os degraus com sua mão na dele. Passando dois degraus acima do que ele estava. Ficaram bem próximos. Podia sentir a respiração dele sobre seu ombro. Um frio percorreu-lhe a espinha. Sentiu os braços dele segurarem sua cintura para lhe proporcionar equilibrio enquanto prendia as lâmpadas.
    - Ficou ótimo! – principiou Max para quebrar um pouco o silêncio provocado entre eles. Retirando o último cordão de "pisca-pisca" que estava envolto no pescoço de Liz, rindo por um momento. – É um belo colar senhorita Parker, mas acho que não combina se não estiver acesso.
     E com um simples toque em uma das lâmpadas, acendeu-se todo o cordão. Agora seus olhos se procuravam, num rápido olhar e uma troca de sorrisos. Max retirou o arranjo do pescoço de Liz, delicadamente, colocando-o sobre a mesa puxando-a para dança em meio a Lanchonete ao som de "Deep Inside of you". Dançavam bem juntinhos as luzes piscavam em séries diferenciadas, deixando o lugar bem romântico. Nada agora importava, desde que os dois estivessem ali, juntos vivendo aquele momento. Max tocou levemente sua mão no rosto de Liz, retirando uma mecha de cabelo que insistia em cair sobre seus olhos.
     - Max...
     Ele escorregou docemente seu dedo até os lábios dela impedindo-a de falar.
     - Não diga nada. – Ao dizer isso aproximou seu rosto, encarando-a bem próximo tocando seus lábios calmamente nos dela. Beijando-a apaixonadamente.

    Residência dos Evans

     Isabelle estava deitada na cama de seu quarto ouvindo uma música bem baixinho, fazendo palavras cruzadas. Já era tarde, e não havia ninguém com quem sair. Estava cansada de ir sempre aos mesmos lugares ver as mesmas pessoas. Além do mais a Crashdown não ia abrir naquela noite, não estava disposta a pegar um cinema sozinha, achou melhor ficar em casa curtindo a falta do que fazer. Pensou Ter ouvido um ruído na janela do quarto, desligou o som, e parou na frente da janela.
     - Oi Michael! – cumprimentou-o com as mão na cintura com uma expressão não muito convidativa.
     - Isabelle, precisava falar com você.
     - Espero que seja importante. Já não falamos sobre usar a porta da frente ou então bater antes de entrar?
     - Umas seiscentas vezes, sinto muito. – ele sentou-se na cama parecia cansado. Isabelle logo se arrependeu da reprimenda.
     - O que houve, Michael? – sua voz era doce, e terna. Sentou-se ao seu lado na cama. – O que foi agora?
     - Isabelle, eu andei pensando muito..

     "Lá vem bomba" — pensou Isabelle.
     - Não podemos ficar sentados esperando que alguma coisa aconteça Isabelle. Temos que encontrar Nasedo, ele é a chave para acharmos nossa casa, pra descobrir quem somos.
     - Já estamos em casa Michael, e sabemos quem somos.
     - Não Isabelle, você não está pensando como devia. Você e o Max se conformaram demais com essa mentira que vivemos. Mas não é preciso Isabelle.
     - Michael, Michael. Espera! O que te tá fazendo pensar assim?
     - Eu tive uma visão Isabelle.
      Isabelle ficou espantada. Tinha medo quando as coisas ficavam intensas e algum deles descobria mais do que devia. Isso a mantinha insegura, assustada, pressa. Sentia-se como uma criaturinha sendo estuda, aberta pra quem quisesse ver o que estava acontecendo.

    - Que tipo de visão, Michael? – perguntou depois de organizar seus pensamentos.
    - Eu vi isso. – ele tirou um pequeno pedaço de papel, do bolço traseiro de sua calça.
     Isabelle começou a examinar os desenhos, não conseguia entende-los, não sabia o que era e qual seu significado, mas sabia sua origem e sabia também que de alguma forma, eles pareciam familiares.
    - O que está pensando em fazer Michael? – Tinha medo de perguntar mas tinha que saber.
    - Ir até este lugar, descobrir o que significa.
    - Mostrou isso ao Max?
    - Não, ele não quer me ouvir, Isabelle, ele não quer voltar pra casa como nós.
     Isabelle pensou por algum minutos, pensou em como era sua vida aqui, e se ela realmente queria descobrir a verdade. Ela amava seus pais, gostava da vida em Roswell. Por fim respondeu a Michael.
    - Não estou certa de querer sair de Roswell.
    - É claro! – Michael estava visivelmente chateado, havia vindo falar com Isabelle, por que achava que assim como ele, ela tinha vontade de conhecer sua verdadeira casa seus verdadeiro pais. – Você e o Max são egoístas de mais.
    - Egoístas? – Isabelle levantou furioso da cama. – Acha que somos egoístas, Michael? Somos egoístas por quer gostamos de tudo como está, estamos felizes em Roswell, aqui é o nosso lar....
    - E quanto a mim, já pensou por um momento o que eu penso de Roswell? Não tenho uma família Isabelle, nem tenho idéia de como é tê-la, não me encaixo aqui. Não tenho pais que se orgulham de mim pelo que sou. – levantou os olhos frustrados. – Porque eu ainda tento? Se não quer me ajudar ótimo Isabelle, eu vou sozinho, não tenho medo como vocês de saber que sou um alienígena, porque eu não vivo fingindo ser algo que eu nunca fui. Um humano. Boa noite, Isabelle!
     Ele saiu do quarto, Isabelle ainda tentou impedi-lo, tentou fazer com que procurasse Max, mas ele não queria saber.

Residência dos DeLuca
23:43

    Maria estava sentada na frente da TV, assistia a biografia do Nicolas Cage, não estava muito interessada no programa na verdade pensava em Michael, onde ele estava, o que estaria fazendo, apesar de as vezes odia-lo sabia que o que sentia por ele era forte, místico, era vibrante.
    - Maria, querida estou indo dormir, está chovendo muito lá fora. Feche bem as janelas do seu quarto. Durma bem – disse dando um beijo de boa noite na filha.
    - Boa noite mãe! – voltou-se para a TV. Mas logo o programa lhe cansou, desligou a TV, e foi para seu quarto, provavelmente começaria a ler um livro e dormiria no meio da segunda página e nunca mais pegaria aquele livro para lê-lo de novo. Entrou no quarto e apagou as luzes, deitou-se na cama, pensativa, via a chuva transformar-se em pedras de granizo, levantou da cama para trancar as janela, Quando levantou a cortina viu Michael na janela do quarto, olhando para ela. Com o rosto triste. – " Não acredito"— pensou ela. – " o que você está fazendo ai fora?" – Abriu a janela do quarto.
     - Michael, vai pra casa agora, você não vai entrar está todo molhado vai pegar uma pneumonia. – estava ficando irritada, ele não respondia, apenas olhava pra ela com os olhos vermelhos cheios de lágrimas.
      E em alguns minutos ele estava sentado na beirada da cama, sem blusa, só de calças. Com os cabelos molhados e desalinhados, mais do que de costume, estava todo arrepiado e roxo, devido ao frio, Maria colocou um cobertor sobre ele na tentativa de esquenta-lo. Ele já havia ido atrás dela uma vez, quando estava só e com medo, e tinha causado uma grande confusão quando Amy DeLucca os encontrou. Mas ele precisava dela, não importava se eles brigavam ou descordavam, na hora do medo, podiam contar um com o outro.
     - Quer conversar sobre o que houve? – perguntou tentando faze-lo falar pelo menos uma palavra. Mas ele somente respondeu negativamente com a cabeça. Deitando-se na cama enrolado nas cobertas.
    Maria sentia pena dele, sabia como era para ele viver aqui, sendo judiado pelo padrasto, as vezes ignorado pelos poucos amigos. Mas nada podia fazer além de oferecer-lhe um afago. O que para ele já significava muito.
    - Vou preparar um chá pra você. Você está péssimo. – saiu do quarto para prepara-lhe o chá.
    Michael se enrolou ainda mais nas cobertas, não continha o choro. Agradeceria a Maria por tudo o que fazia por ele, do seu modo. Em poucos minutos ela voltou com a xícara fumegante, colocando-a sobre o criado mudo e ajudando-lhe a sentar-se na cama
     - Beba isso. Vai fazer você se sentir melhor.
    Ele bebeu todo o chá e voltou a deitar-se, entregando-lhe de volta a xícara. Maria abraçou-lhe fortemente tentando protege-lo fosse lá do que. Não sabia o que fazer para ajudar, não sabia o que ele precisava, mas ficou ali ao seu lado até ele se acalmar. E dormir um pouco.
     Isabelle estava assustada, não sabia o que fazer, não sabia se contava a Max ou se ia atras de Michael para impedi-lo de cometer um erro enorme.
   
     Max estava abrasado com Liz, como agradecia aquele momento era tão bom tê-la ali, protegida, segura, e tão próxima dele. Tinha pedido muito por esses minutos de paz com Liz. Mas infelizmente não durou muito. Isabelle entrou bruscamente no Crashdown. Estava assustada.
    - Isabelle, o que houve? – perguntou Liz.
    - O Michael. Ele vai fazer uma coisa idiota de novo.
    - Que coisa Isabelle? – perguntou Max intransigente.
    - Não sei, Max. – Ela abrasou-o — Ele disse que não pode ficar aqui, ele falou sobre uma visão me mostrou um desenho estranho, uma coisa que nunca vimos antes, tentei convence-lo a mudar de idéia, mas ele não quis me ouvir ele foi embora. Não sei pra onde foi.
   - Droga! – Max estava furioso, Liz nunca o vira tão bravo. – Ele vai fazer alguma coisa estúpida, para provar que está certo.
   Liz perdeu a paciência.
   - Chega! – gritou.-- Acusa-lo agora não vai adiantar nada, temos que encontra-lo antes que se machuque.
   - Liz está certa. – Max estava sem ação, não sabia realmente o que fazer, Michael era impulsivo. mas dessa vez tinha ido longe de mais. -- Isabelle o que mais ele lhe disse?
   - Nada de mais.
   - Ele não disse onde ficava, o que estava procurando?
   - Já disse que ele não falou mais nada, Max. Mas temos que encontra-lo.
   - Vou falar com Maria.
   - Não Liz, não podemos por a Maria nisso.
   - Por que não? – indagou Isabelle.
   - Max me escuta. Ela pode saber de alguma coisa, tá bom. Ela é minha amiga, e também faz parte disso.
   Minutos depois os três estavam na porta da casa dos DeLucca. Liz bateu levemente na porta. Quem abriu foi Maria. Estava com cara de sono.
   - Liz? O que faz aqui? – Ela nota a presença de Max e Isabelle. – Espero que não seja invasão a domicilio, são duas da manhã.
   - Maria, o Michael sumiu. – foi tudo que ela disse.
   - Sumiu? – ela ficou calada por um momento. – Sem chance ele estava comigo a poucas horas.
   - Ele está ai? – perguntou Max, intrigado.
   - Não ele foi embora a algum tempo. Ele estava deprimido, mas não falou nada comigo.
   - Maria – agora que a interrogava era Isabelle – ele não disse nada sobre uma visão.
   - Já disse que ele nem abriu a boca, veio até aqui ficou um pouco e foi embora, não me disse nada.
   - Droga...— Max estava preocupado, já não estava com raiva das atitudes de Michael, agora sentia medo por ele. Que pudesse se machucar.
   - O que vamos fazer agora? – Isabelle é quem parecia mais desesperada. – O que vamos fazer Max?
   Rompeu em prantos desesperada. Max abraçou-a fortemente.
   - Vamos encontra-lo.....

Continua.....

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